mai 12, 2011

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Capoterapia, a ginga da melhor idade

Capoterapia, a ginga da melhor idade

Link: http://bit.ly/jWz0OV

por Lorenna Rayanne
Um trabalho que começou em 1998 e, a partir daí, foi adotado pelos Centros de Saúde do Distrito Federal. É a capoterapia, um lugar de descontração, rir, brincar, aprender e, também, de fazer novas amizades. O trabalho é criação do Mestre Gilvan de Andrade, que deu início à terapia com o nome de Capoeira para todos e, após adaptações, ganhou o nome de Capoterapia.
Atualmente são 16 grupos espalhados nos Centros de Saúde e também na Associação de Idosos de Taguatinga e na Universidade Católica de Brasília. O projeto já se expandiu para outros estados brasileiros e é referência internacional. Segundo Mestre Gilvan, o objetivo é atingir 6 mil idosos. “É gratificante escutar o som do berimbau e ver que ninguém fica parado”, diz Mestre Gilvan.
Os alunos contam as vantagens de fazer as aulas.  “Eu tinha problema de coluna, fiz tratamento no hospital Sara Kubitschek e somente na capoterapia tive melhora”, conta a aluna pioneira Maria Edinar Modesto, 83 anos, que há 10 participa do projeto. “Depois da Capoterapia deixei de ser um homem estressado, sem contar que fiz muitos amigos”, diz Ari Eustáquio, 58 anos. “É muito bonito ver a gente se exercitando, todo mundo igualzinho”, comenta Maria Francisca dos Santos, 66 anos.
A capoterapia é uma técnica que mistura atividade física e movimentos da capoeira, aliados ao som do berimbau e do pandeiro. É uma terapia corporal que pode ser praticada por pessoas de todas as idades, porém, atualmente, a terceira idade é a grande maioria envolvida no projeto.
A diferença da capoeira tradicional para a capoterapia está no ritmo e na intensidade dos gestos. Na capoterapia também há a ginga, contudo, não há saltos, nem golpe mais complexos que possam expor os idosos a acidentes.
Segundo o Mestre Gilvan, o próximo passo da capoterapia é fazer uma parceria com a Universidade Católica de Brasília (UCB), mas para isso é necessário ajuda de empresários interessados. No projeto o empresário contratará um estudante de Ed. Física da UCB como estagiário para acompanhar os idosos nas aulas de capoterapia. “Isso ajudará a todos e o melhor de tudo é poder atender a demanda que eu sozinho não consigo atender. Os idosos serão os mais beneficiados”, relata Gilvan.
Para quem quiser participar da Capoterapia, basta procurar a Associação Ladainha, localizada na QNL 30, conjunto A, lote 31. O projeto tem foco nos idosos, porém os interessados  de todas as idades podem participar.

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